Está nas bocas do mundo "os políticos e a política estão em descrédito". É, é verdade, e ouve-se por todo o lado! Porém, se recuar-mos um pouco, (não é necessário muito), podemos constatar que pese embora não sejam os mesmos, e os meios também não, se recorrer-mos à nossa, e só nossa, história encontramos episódios muito semelhantes aos que assistimos hoje. O Afonso batia na mãe e durante a noite virava pilha galinhas e num só saltinho, lá os nossos irmãos castelhanos ficavam com as capoeiras desfalcadas. Outros, não vou citar nomes, não vá a nova censura passar por aqui o crivo, tinham o desplante de mandar matar A, B, C, ou D só porque tinham opiniões diferentes das do poder. Quantos não viram as masmorras, as suas vidas desfeitas e por aí a cima? E tudo o resto que ficou por contar, e se não ficou por contar, alguém se encarregou de os aferrolhar (aos autores e aos escritos). Como devem perceber, tudo isto tem de ser muito sintetizado, sob pena de virar um calhamaço de centenas de páginas.
Pois bem, nesse passado não havia meios de comunicação para expor a publico todas esta patranhas do poder. Chorava-se, ás escondidas, ou com outro rótulo, baba e ranho de todo o tamanho, sempre na esperança de não nos tocar à porta a vez do desastre.
Hoje, é como “no antigamente”, só que nem sempre, e é pena, temos os media que rapidamente recolhem imagens, factos, declarações e lá ficamos nós à espera das punições.
Quantas pessoas estão hoje, em Portugal, com as vidas desmanteladas e observadas por mini mafiosos que são a guarda próxima e convivas diários de alguns dos poderosos?
Quantas pessoas são perseguidas e vitimas de assédio laboral! E ouvimos: “se eu pudesse falar!”, “se eu dissesse aquilo que sei!”, “é melhor não dizer nada”!, “oh pá, não te metas nisso”!, “oh pá, tu vê lá onde é que te vais meter”! ANDA TUDO ACAGAÇADO. Também houve o tempo em que os mandavam para a Índia ou os desterravam para uma qualquer ex-colónia.
A grande maioria dos trabalhadores Portugueses vive em sistemas laborais de pura nova escravatura e terror. (continua brevemente.........)


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